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Trabalhador peruano passa por transplante de fígado após contrair febre amarela no Tocantins, afirma SES-TO

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Depois da confirmação de um caso de febre amarela em Monte do Carmo, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) intensificou as ações de vigilância epidemiológica na região. O paciente, um trabalhador peruano de 35 anos, segue internado em um hospital particular de Brasília (DF) após passar por um transplante de fígado. Segundo as autoridades de saúde, seu estado de saúde é considerado estável.

Na próxima semana, uma equipe da Diretoria de Vigilância das Doenças Vetoriais e Zoonoses visitará Monte do Carmo para realizar uma investigação detalhada sobre o caso. A SES-TO reforçou que a principal estratégia de controle da doença é a vacinação e alertou a população para a necessidade de manter a imunização em dia.

Atenção à circulação do vírus
O caso acende um alerta para a circulação do vírus no Tocantins, principalmente pelo fato de que, nos últimos meses, moradores da zona rural de Palmas encontraram ossadas de pelo menos cinco macacos, dois dos quais testaram positivo para febre amarela. A morte desses animais é considerada um indicativo da presença do vírus em uma determinada área.

Além disso, entre 2020 e 2025, foram confirmados três casos da doença em humanos no estado, sendo dois deles registrados na região entre Peixe e São Salvador, em 2022, e um agora em 2025, em Monte do Carmo.

Reforço na vacinação
Para evitar novos casos, a SES-TO destacou que a vacinação segue disponível em todas as unidades de saúde do estado. Em 2024, a cobertura vacinal contra a febre amarela foi de 78,02%. Atualmente, há um estoque de 24.690 doses do imunizante, distribuídas entre os 139 municípios tocantinenses.

O público-alvo da vacina inclui:

Crianças: primeira dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos;
Adolescentes e adultos até 59 anos: dose única, caso não tenham sido vacinados na infância.

Monitoramento contínuo
O período de dezembro a maio é considerado sazonal para a transmissão da febre amarela, e as autoridades de saúde reforçam a importância do monitoramento de casos suspeitos e a notificação de qualquer sintoma compatível com a doença.

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