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Tocantins: reconstrução da ponte entre Estreito e Aguiarnópolis alcança 75% e deve ser entregue até o fim de 2025
A reconstrução da ponte sobre o Rio Tocantins, que liga os municípios de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), chegou a 75% de execução, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A previsão é que a nova estrutura seja entregue até o fim de 2025.
O investimento total do Governo Federal é de R$ 171,1 milhões, destinados à reconstrução da ponte, que desabou em dezembro de 2024 e causou a morte de 14 pessoas. Outras três vítimas seguem desaparecidas, conforme informações da Marinha do Brasil — Salmon Alves Santos (65 anos), Felipe Giuvannuci Ribeiro (10 anos) e Gessimar Ferreira da Costa (38 anos).
Estrutura moderna e monitoramento tecnológico
A nova ponte terá 630 metros de extensão, 19 metros de largura e um vão central de 154 metros, com duas faixas de rolamento de 3,6 metros, acostamentos de três metros, barreiras de proteção tipo New Jersey e passeios laterais para pedestres.
O DNIT informou que a obra contará ainda com sistema de monitoramento de deformações e vibrações, tecnologia que permitirá acompanhar o comportamento da estrutura em tempo real, garantindo mais segurança e durabilidade.
Atualmente, já estão concluídas as 24 fundações e os 26 pilares, além das 45 vigas pré-moldadas e cinco das nove lajes de concreto. A construção utiliza o método de balanço sucessivo, técnica empregada em obras de grande porte e que dispensa escoramentos apoiados no solo.
Mais de 500 profissionais atuam em dois turnos, somando quase 24 horas diárias de trabalho, inclusive aos domingos e feriados.
Causas do desabamento
O laudo final da Polícia Federal, divulgado após sete meses de investigação, apontou que o desabamento foi provocado pela deformação do vão central da ponte antiga, resultado do excesso de peso dos veículos que trafegavam pelo local.
A antiga estrutura, batizada de Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, foi construída na década de 1960 e tinha 533 metros de extensão. O processo de colapso durou cerca de 15 segundos, com o vão central caindo em menos de um segundo.
A estrutura remanescente foi implodida em 2 de fevereiro, com o uso de 250 kg de explosivos, e logo depois começaram as obras da nova ponte.
Impacto ambiental e social
Os veículos que caíram no rio transportavam, entre outras cargas, defensivos agrícolas e ácido sulfúrico. O processo de retirada desses materiais do leito do rio ainda está em andamento, acompanhado por órgãos ambientais e técnicos.
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