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Setembro Verde reforça importância da doação de órgãos; 275 pessoas aguardam por transplante no Tocantins

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Durante a Campanha Setembro Verde, o Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), reforça a importância da doação de órgãos como um ato capaz de salvar vidas. Atualmente, 275 pessoas esperam por um transplante de córnea no estado. Apenas neste ano, 47 procedimentos foram realizados no Hospital Geral de Palmas (HGP).

Mobilização e rede de apoio
A coordenadora da Central Estadual de Transplantes (Cetto), Tatiana Oliveira Costa, destacou que cada processo de doação é conduzido com ética e transparência. “Nossa missão é transformar a dor da perda em esperança de vida, assegurando que cada oportunidade de doação beneficie aqueles que aguardam na lista por um transplante”, afirmou.

O trabalho envolve a atuação integrada da Cetto, da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos (CIHDOTT), da Organização de Procura de Órgãos (OPO) e do Banco de Olhos Público do Tocantins (Boto), com apoio da Polícia Militar, Ciopaer, Hemorrede, Lacen e Superintendência de Trânsito de Palmas.

Transplantes e procedimentos
No Tocantins, todos os órgãos são captados, mas apenas as córneas são transplantadas no HGP. Os demais são repassados ao Sistema Nacional de Transplantes. Segundo a coordenadora do Boto, Ana Beatriz Dias, o transplante de córnea pode devolver a visão a pessoas cegas por lesões ou doenças. O procedimento pode ser feito em doadores de 2 a 80 anos, mediante autorização da família.

Histórias de recomeço
A aposentada Sabina Cavalcante Moura, de 86 anos, voltou a enxergar após o transplante. A filha, Irene, relatou a transformação. “Antes, minha mãe não tinha autonomia, caiu dentro de casa, ficou deprimida. Hoje ela é outra pessoa, feliz e grata pela chance de ver novamente.”

Outro beneficiado foi Jarmes Câmara, de 56 anos. “É muito importante, pois temos a chance de enxergar novamente. Eu aconselho as pessoas a serem doadoras de órgãos”, declarou.

Como ser doador
Qualquer pessoa entre 2 e 80 anos é considerada potencial doadora. A decisão final depende da família, por isso é fundamental conversar sobre o desejo de doar. O registro também pode ser feito em vida, por meio do site da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (www.aedo.org.br), mas a autorização da família é indispensável.

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