Palmas

Quem era Ingrid: mãe de dois filhos que sonhava em ser médica e foi assassinada

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A jovem Ingrid Lorane Negreiros Santos, de 22 anos, que sonhava em ser médica e era conhecida pela dedicação às amizades e aos estudos, teve a vida interrompida em um caso de violência doméstica no último dia 3, em Palmas, região sul da capital. O companheiro, Ires Rodrigues do Nascimento, de 36 anos, está preso e é apontado como o principal suspeito do crime.

Ingrid foi morta com golpes de faca dentro de casa, no setor Jardim Taquari. Ela deixou dois filhos, de 2 e 6 anos. O suspeito foi preso no dia seguinte e passou por audiência de custódia no domingo (4), quando a prisão preventiva foi decretada. A defesa informou que acompanhou a prisão em flagrante e a audiência, mas ainda não assumiu formalmente a defesa no inquérito.

Nesta segunda-feira (5), familiares e amigos se despediram da jovem e relembraram sua trajetória. À TV Anhanguera, a amiga Gisele Rodrigues contou que Ingrid era dedicada às amizades, à maternidade e aos estudos. Ainda na escola, a jovem afirmava que sonhava em cursar medicina.

“A Ingrid era uma pessoa maravilhosa como amiga e como mãe. Se preocupava com todos, gostava das amizades verdadeiras. Na escola, era educada, simpática e dedicada. Ela sempre dizia que queria se formar e ser médica”, relatou.

Segundo Gisele, o relacionamento entre Ingrid e Ires começou quando ela tinha 15 anos e era marcado por brigas, ciúmes excessivos e controle.

“Ele não deixava ela sair com as amigas, queria que estivesse apenas com ele. Era muita perturbação”, afirmou.

Nos últimos dias antes do crime, Ingrid teria tentado encerrar definitivamente a relação. Ainda de acordo com a amiga, no sábado (3), o suspeito ligou para a jovem, marcou um encontro e a convidou para beber. Foi nesse contexto que ocorreu a tragédia.

Um vizinho relatou que o suspeito trancou as crianças dentro da casa antes de fugir. Pessoas próximas afirmaram que Ingrid pretendia vender o imóvel para conseguir sair do local com os filhos.

“Ela dizia que não tinha mais nada com ele, mas ele não saía da casa. Estava esperando vender o imóvel para ir embora, porque não tinha condições financeiras de sair com duas crianças”, contou um morador da região.

Histórico de denúncias
De acordo com a delegada Fernanda de Siqueira Correia, Ingrid havia registrado quatro procedimentos policiais por violência doméstica contra o mesmo suspeito.

2021: prisão em flagrante por agressão

2023 e 2024: dois inquéritos instaurados após boletins de ocorrência

Abril de 2025: nova prisão em flagrante por violência doméstica

A última prisão ocorreu em 26 de abril de 2025, mas o suspeito foi colocado em liberdade no dia seguinte. Ingrid chegou a solicitar medida protetiva, porém o último pedido foi arquivado em setembro de 2025. O motivo não foi divulgado e, no momento do crime, não havia medida protetiva em vigor.

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