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MPTO cobra implantação do Centro de Tratamento de Queimados no HGP e Estado apresenta projeto com ampliação de UTIs
Em audiência realizada na terça-feira (11), o Ministério Público do Tocantins (MPTO) cobrou da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) a efetiva implantação do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) no Hospital Geral de Palmas (HGP), conforme prevê a Portaria GM/MS nº 3/2017. A reunião foi conduzida pelo promotor de Justiça Thiago Ribeiro Franco Vilela e contou com a presença do secretário estadual da Saúde, Vânio Rodrigues de Souza, do diretor-geral do HGP, Iatagan de Araújo Barbosa, além de técnicos da SES.
Durante o encontro, o MPTO ouviu atualizações sobre o projeto da unidade. Segundo o secretário Vânio Rodrigues, o HGP atualmente conta com seis leitos habilitados para tratamento de queimados, número inferior aos 12 originalmente previstos. A proposta do Estado é manter esses seis leitos e utilizar o espaço restante para implantar nove leitos de UTI, com recursos já disponíveis.
O projeto arquitetônico da unidade foi apresentado pela superintendente de Gestão Administrativa da SES-TO, Lais Regina Santos. Entre as melhorias, estão a modernização dos equipamentos, integração dos serviços, prevenção de infecções cruzadas e adaptação da estrutura para melhor acessibilidade, incluindo banheiros com acesso para macas. A proposta prevê ainda possibilidade de expansão e instalação de uma nova unidade de produção de energia para o HGP.
Atualmente, a cirurgia plástica é a segunda especialidade com mais atendimentos no hospital, sendo 75% dos casos ligados a queimaduras. O MPTO acompanha o tema há anos, com o objetivo de estruturar um serviço completo, incluindo câmara hiperbárica, balneoterapia, sala de curativos, fisioterapia e leitos de UTI específicos.
Para o promotor Thiago Ribeiro, embora o projeto represente um avanço, ainda é necessário garantir a habilitação da unidade como centro de referência, o que permitiria o recebimento de recursos federais e ampliaria a assistência à população. “Sem essa habilitação, o estado perde recursos, e a população permanece desassistida”, afirmou.
O diretor-geral do HGP, Iatagan Barbosa, destacou que o hospital está habilitado para o tratamento de queimaduras desde 2008, mas a proposta atual busca integrar os atendimentos em uma unidade específica. Já o médico Pedro Nader, que atua na ala de queimados, ressaltou que o projeto foi adiado diversas vezes por conta de outras prioridades e enfatizou a crescente demanda por atendimentos, a necessidade de atualização dos métodos e os custos com transferências para outros estados. Ele defendeu a criação de uma unidade exclusiva como forma de melhorar o atendimento e reduzir gastos.
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