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Ex-fumantes relatam superação e Secretaria da Saúde alerta para riscos do tabagismo no Dia Nacional de Combate ao Fumo

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“Antes eu achava que não dava conta de largar de fumar, e hoje eu nem lembro que existia cigarro na minha vida”, conta o pecuarista Renato Gondim Domingos, de 58 anos, que fumou por 35 anos e abandonou o vício após uma cirurgia. Histórias como a dele são destaque neste Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado nesta sexta-feira (29), quando a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) reforça a importância da cessação e do tratamento do tabagismo.

Relatos de superação
Renato lembra que, em 2015, exames detectaram entupimento de veias e a necessidade de colocar dois stents. Após recomendação médica, decidiu parar. “Eu fumava quatro carteiras por dia e larguei na marra. Foi difícil, mas nunca recaí. Já são dez anos sem cigarro e com mais qualidade de vida”, relata.

A pedagoga Thici Luchiari, de 33 anos, também superou o vício depois de 12 anos. “Hoje sinto falta de ar só de sentir o cheiro. Minha respiração está melhor, até nas caminhadas. Ganhei qualidade de vida”, afirmou.

O impacto do cigarro
Segundo o pneumologista Frederico Castro Costa Póvoa, o cigarro prejudica todo o organismo, mas os maiores riscos são enfisema e câncer de pulmão. “Parar de fumar reduz a chance de infarto, derrame, enfisema e cânceres”, explica.

A SES-TO coordena o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), que oferece tratamento gratuito pelo SUS, com consultas individuais, grupos de acompanhamento e apoio medicamentoso. Atualmente, o Tocantins possui 141 unidades de atendimento em 69 municípios. Só em 2024, 682 pacientes foram atendidos.

Avanço do cigarro eletrônico
Mesmo proibido no Brasil desde 2009, o cigarro eletrônico tem atraído jovens. “Ele concentra mais nicotina que o cigarro comum e vicia mais rápido. Além da nicotina, possui substâncias que, quando aquecidas, podem provocar câncer. É um lobo em pele de cordeiro”, alerta o pneumologista.

Cenário nacional
Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil registrou crescimento de 25% no número de fumantes entre 2023 e 2024 — a primeira alta desde 2007. A OMS classifica o tabagismo como doença causada pela dependência de nicotina. No país, mais de 174 mil pessoas morrem por ano em decorrência do tabaco, sendo 55 mil por câncer.

O impacto financeiro ao SUS chega a R$ 153 bilhões anuais, enquanto apenas 5% desse valor é arrecadado em impostos sobre cigarros.

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