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Em recado a Trump, Moraes diz que “soberania jamais será negociada”

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou, nesta terça-feira (2/9), em comentário antes de iniciar a leitura do relatório da ação penal que analisa suposta trama golpista ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a outros sete réus, que a soberania nacional jamais será negociada.

“A soberania nacional é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, expressamente previsto no inciso primeiro do artigo primeiro da Constituição Federal. Não pode, não deve e jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida”, disse Moraes em recado ao presidente norte-americano, Donald Trump.

A fala do magistrado se dá em meio à aplicação de taxas e sanções a autoridades brasileiras pelo governo dos Estados Unidos. Moraes foi um dos alvos de Trump, sendo sancionado pela Lei Magnitsky.

A explanação de Moraes também é direcionada ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que, dos EUA, tem feito reiterado ataques ao STF. “Coragem institucional e defesa à soberania nacional fazem parte do universo republicano dos membros desta Suprema Corte, que não aceitará coações ou obstruções no exercício de sua missão constitucional conferida soberanamente pelo povo brasileiro”, salientou o ministro Alexandre de Moraes.

“Lamentavelmente, no curso dessa ação penal, se constatou a existência de condutas dolosas e conscientes de uma verdadeira organização criminosa que, de forma jamais mais vista anteriormente em nosso país, passou a agir de maneira covarde e traiçoeira com a finalidade de tentar coagir o Poder Judiciário, em especial este Supremo Tribunal Federal, e submeter o funcionamento da corte ao crivo de outro estado estrangeiro”, pontuou o ministro relator.

O “recado” de Moraes a Trump se junta ao coro do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, em inúmeras vezes, se manifestou a favor da soberania nacional. Na última sexta-feira (29/8), Lula criticou discurso de dependência externa, pregado por alguns políticos. O petista pontou a necessidade de o Brasil agir com autonomia para resolver os próprios questões.

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