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Doenças inflamatórias intestinais exigem atenção e diagnóstico precoce, alertam especialistas no Maio Roxo

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No mês de conscientização sobre doenças inflamatórias intestinais (DIIs), a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) aderiu à campanha Maio Roxo com ações educativas e de sensibilização sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. A iniciativa visa ampliar o conhecimento da população sobre essas condições, que têm registrado aumento de casos no Brasil nos últimos anos.

As doenças inflamatórias intestinais mais comuns são a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. Ambas são crônicas, autoimunes e sem cura definitiva, mas podem ser controladas com acompanhamento médico e tratamentos específicos. Entre os sintomas mais frequentes estão diarreia crônica, cólicas abdominais, presença de sangue ou muco nas fezes, perda de peso e fadiga.

A médica coloproctologista do Hospital Geral de Palmas (HGP), Vitória Oliveira, explica que as causas ainda são desconhecidas, mas envolvem fatores genéticos, imunológicos e ambientais. “É fundamental procurar um médico ao notar os sintomas. O diagnóstico precoce possibilita controlar a inflamação e alcançar a remissão clínica, melhorando a qualidade de vida”, reforça.

Doença de Crohn: impacto e desafios no tratamento infantil

A Doença de Crohn pode afetar qualquer parte do sistema digestivo, mas em crianças é mais comum no intestino grosso. De acordo com a gastropediatra Sofia Jácomo, também do HGP, o número de diagnósticos pediátricos tem crescido. “Quando surge na infância, pode prejudicar o crescimento, a nutrição e o desenvolvimento emocional. Dor abdominal frequente, diarreia persistente e lesões anais são sinais de alerta”, pontua.

Daniela de Assis Andrade, mãe da pequena Alice, de 8 anos, compartilha os desafios enfrentados desde o diagnóstico da filha. “Ela passou por muitos exames até chegar ao diagnóstico. Hoje seguimos uma dieta rigorosa, com alimentos naturais e restrição de glúten, soja e gordura animal. O apoio da equipe multiprofissional do HGP tem sido essencial”, relata.

Retocolite ulcerativa: foco no controle da inflamação

A Retocolite Ulcerativa, ou colite ulcerativa, também integra o grupo das DIIs e atinge principalmente o intestino grosso. Os sintomas incluem diarreia com sangue, dor abdominal e urgência para evacuar. A doença afeta sobretudo adolescentes e jovens adultos. “Embora sem cura definitiva, o tratamento consegue manter a inflamação sob controle e garantir qualidade de vida”, afirma Vitória Oliveira.

A principal diferença entre as duas doenças está na extensão da inflamação: enquanto a Retocolite afeta apenas o intestino grosso, a Doença de Crohn pode comprometer qualquer parte do trato gastrointestinal, com áreas alternadas de inflamação e tecidos saudáveis.

O tratamento, segundo os especialistas, deve ser individualizado e orientado por gastroenterologistas e coloproctologistas, incluindo medicamentos, mudanças na alimentação e, em alguns casos, intervenções cirúrgicas.

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