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Cirurgias cardíacas pediátricas no Tocantins salvam vidas e reduzem necessidade de transferências interestaduais
No Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, celebrado nesta quarta-feira (12), o Governo do Tocantins reforçou os avanços no diagnóstico e tratamento da doença, que afeta bebês desde a gestação e pode ter causas genéticas ou ambientais, como exposição a substâncias tóxicas durante a gravidez. A principal conquista destacada é o serviço de cirurgia cardíaca pediátrica, implantado em 2020 e habilitado pelo Ministério da Saúde em 2023.
Realizados no Hospital Municipal de Araguaína Doutor Eduardo Medrado, os procedimentos contam com financiamento estadual. Até agora, foram investidos mais de R$ 24,1 milhões e 320 pacientes já passaram pelo tratamento, que tem se mostrado resolutivo e de alto impacto na saúde pública.
A condição, que pode gerar cansaço ao mamar, baixo peso e coloração roxa nos lábios e dedos, tem cura, sobretudo quando identificada precocemente. O diagnóstico pode ser feito ainda durante o pré-natal por meio do ecocardiograma fetal ou logo após o nascimento, com o teste do coraçãozinho. “O importante é que esse diagnóstico seja feito o quanto antes, para que o bebê tenha melhor qualidade de vida e um tratamento adequado”, ressalta a cardiopediatra Carolina Rady Nardini Dirceu, do Hospital Geral de Palmas.
Com o serviço habilitado no estado, o número de transferências para tratamento fora do Tocantins caiu drasticamente. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), entre 2015 e 2019, antes da implantação do serviço local, 217 pacientes foram encaminhados via Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC/MS). De 2020 a 2023, esse número caiu para 21, e em 2024, apenas um caso precisou de deslocamento interestadual.
“A implantação desses procedimentos de alta complexidade foi um marco histórico. Reduzimos drasticamente a necessidade de encaminhamentos para outros estados e ampliamos o acesso das famílias ao tratamento no próprio Tocantins”, afirma Pollyana Pereira, gerente de Regulação de Consultas e Exames da SES.
A história da turismóloga Talissa Damasceno é um exemplo da efetividade do serviço. Seu filho, Perseu II, passou pela cirurgia há um ano e está curado. “Tudo correu muito bem, graças a Deus e aos anjos da terra que foram os médicos. Hoje ele vive muito bem”, relata a mãe emocionada.
Além das cirurgias, o Sistema Único de Saúde (SUS) no Tocantins oferece medicamentos, acompanhamento e exames gratuitos para os pacientes com cardiopatia congênita. “O estado tem o serviço estruturado, habilitado e em pleno funcionamento, com profissionais qualificados e resultados comprovados”, reforça o secretário de Saúde, Carlos Felinto.
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