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Facções criminosas atuam em 17 cidades do Tocantins e preocupam autoridades

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O Tocantins está entre os estados com menor presença de facções criminosas na Amazônia Legal, segundo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgado nesta quarta-feira (19). Das 139 cidades tocantinenses, 17 apresentam registros da atuação de organizações criminosas, o que representa 12% do total. Apesar do número relativamente baixo, especialistas alertam para o avanço silencioso dessas facções.

A pesquisa, intitulada “Cartografias da Violência na Amazônia Legal”, mapeia a presença de 17 facções distintas em nove estados que compõem a Amazônia Legal Brasileira. O levantamento mostra que grupos como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) estão entre os principais responsáveis por disputas violentas na região.

Embora estados como Acre e Roraima apresentem presença quase total dessas facções, com 100% e 80% dos municípios afetados, respectivamente, o Tocantins aparece como o menos impactado. Ainda assim, o avanço das organizações preocupa por conta da localização estratégica do estado, que faz divisa com o Nordeste e é cortado por importantes rodovias federais.

O gerente de projetos do FBSP, David Marques, destacou que o crescimento das facções está diretamente ligado ao controle de rotas do tráfico de drogas e à ausência do Estado em áreas periféricas. “Mesmo com números menores, a presença das facções no Tocantins não deve ser subestimada. Elas atuam de forma articulada e silenciosa, estabelecendo regras locais e cooptando jovens em situação de vulnerabilidade”, afirmou.

Outro ponto de atenção é a criação de “proto-milícias” em áreas onde o crime organizado tenta rivalizar com o poder público. Segundo o estudo, essas organizações chegam a impor normas sociais e de conduta em comunidades sob seu domínio.

O relatório também revela que a Amazônia Legal registrou 8.047 mortes violentas em 2024, número ainda 31% acima da média nacional. O Amapá lidera o ranking de violência, enquanto o Maranhão foi o único estado da região a registrar aumento na taxa de homicídios neste ano.

Além disso, o estudo aponta para o crescimento de crimes como estupros – com mais de 13 mil registros, sendo a maioria das vítimas menores de 14 anos, feminicídios e conflitos agrários, especialmente no Pará e no Maranhão.

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