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Castro diz ao STF que megaoperação usou nível de força “compatível”

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O governo do Rio de Janeiro apresentou, na tarde desta segunda-feira (3/11), respostas ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a megaoperação realizada na capital fluminense na última terça-feira (28/10), afirmando que o “nível de força” utilizado pelos agentes foi “compatível” com as ameaças enfrentadas.

A manifestação do governo de Cláudio Castro (PL) foi enviada em resposta a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator da ADPF das Favelas, que monitora as ações policiais no Rio de Janeiro.

“Diante desse contexto, o nível de força adotado pelas equipes policiais mostrou-se compatível com as ameaças letais enfrentadas e limitou-se à dotação institucional padrão: fuzis semiautomáticos de uso policial, pistolas semiautomáticas, armas de menor letalidade quando aplicáveis e viaturas blindadas destinadas à proteção e à mobilidade tática”, diz trecho do documento assinado pelo governador Cláudio Castro (PL).

No dia seguinte à operação, Moraes determinou que Castro prestasse explicações sobre a ação e marcou uma audiência — realizada nesta segunda-feira, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) — para tratar do assunto.

O documento enviado ao STF apresenta uma breve contextualização sobre a formação do Comando Vermelho (CV), principal alvo da megaoperação da semana passada, e defende que a ação policial foi planejada ao longo de dois meses, devido ao elevado nível de complexidade envolvido.

O governador ressaltou ainda que muitos dos criminosos utilizavam roupas camufladas para dificultar a identificação, além de portarem armas de grosso calibre, como fuzis, armamentos de alta potência e drones.

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