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Paraná Pesquisas: 69% apoiam operações policiais no Rio
Um levantamento feito na cidade do Rio de Janeiro e divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas nesta sexta-feira (31/10) revela que 69,6% dos entrevistados são a favor das operações policiais realizadas nos últimos dias. Ainda conforme o instituto, 25,8% são contra e 4,6% disseram não saber ou não opinaram.
O Paraná Pesquisas realizou 800 entrevistas pessoais com habitantes do município do Rio de Janeiro na última quinta-feira (30/10). Conforme o instituto, a margem estimada de erro é de aproximadamente 3,5 pontos porcentuais para os resultados gerais e o grau de confiança divulgado é de 95%.
Os entrevistados também foram perguntados sobre a opinião deles a respeito da realização de mais megaoperações como as realizadas nos últimos dias na cidade do Rio de Janeiro. Para esta questão, 67,9% se pronunciaram favoráveis e 26,6% contra. Também houve 5,5% que disseram não saber ou não opinaram.
Os possíveis exageros por parte das forças policiais durante as operações realizadas também foi um dos temas questionados. Para 60,1%, não há exageros, enquanto 7% dizem que há exageros “em partes” e 29,4% consideram haver excessos. Os entrevistados que disseram não saber ou não opinaram equivalem a 3,5%.
A contribuição das operações para a redução da criminalidade e da violência também foi apurada. Entre os entrevistados, 53,1% consideram que as ações ajudam a conter o crime e 41,6% avaliam que as operações estão agravando a violência. Houve 5,3% que disseram não saber ou não opinaram.
Responsabilidade
Para 45,1%, a responsabilidade pela solução da situação da segurança pública na cidade do Rio de Janeiro é do governo estadual, enquanto 41,1% dizem que isto cabe ao governo federal e 6,1% ao governo municipal. Também houve 7,6% que disseram não saber ou não opinaram.
A megaoperação das forças de segurança do governo do Rio de Janeiro, com a participação do Ministério Público (MP), tinha como objetivo o cumprimento de centenas de mandados judiciais de busca e apreensão e também de prisão, com o empenho de 2,5 mil agentes. Entre as 121 pessoas mortas, as autoridades afirmam que quatro eram policiais e as outras 117 suspeitas de envolvimento com o crime. Também foram presos 113 suspeitos e cerca de 100 armas apreendidas, entre elas 91 fuzis.
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