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Justiça do Tocantins converte prisão de acusado de matar jovem em acidente com BMW em Araguaína em domiciliar; família contesta decisão

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O juiz Carlos Roberto de Sousa Dutra, da 1ª Vara Criminal de Araguaína, decidiu substituir a prisão preventiva de Vitor Gomes Alves de Paula, de 21 anos, pela domiciliar. O jovem é acusado de atropelar e matar Maria Alice Guimarães da Silva, de 25 anos, em março deste ano, enquanto dirigia uma BMW a cerca de 200 km/h na BR-153.

Segundo a decisão, assinada no dia 22 de setembro, a medida foi concedida após a defesa apresentar um laudo médico que aponta quadro de depressão grave e risco iminente de suicídio. O magistrado entendeu que, enquanto não for realizada perícia oficial pela junta médica do Tribunal de Justiça do Tocantins, caberia a substituição da prisão.

Condições impostas pela Justiça
Vitor só poderá sair de casa para consultas e procedimentos médicos, está proibido de mudar de endereço sem autorização judicial e deverá usar tornozeleira eletrônica. Também precisará apresentar laudo médico atualizado a cada 30 dias.

O Ministério Público se manifestou contra a decisão, alegando que não havia prova da impossibilidade de tratamento dentro da unidade prisional.

Relembre o caso
Maria Alice, mãe de dois filhos, morreu no dia 22 de março após ser atingida por trás quando seguia de moto para o trabalho. O carro de luxo não deixou marcas de frenagem e câmeras de segurança mostraram o veículo em alta velocidade.

No veículo estavam Vitor, que não tinha habilitação, e outros dois jovens que haviam saído de uma festa. O passageiro responsável pelo carro também foi autuado por entregar a direção a quem não podia dirigir.

A família da vítima contesta a decisão judicial. A irmã, Fabiola Guimarães, lembra que Maria Alice havia comprado a moto recentemente para trabalhar. “É triste, estamos de coração despedaçado. Ela era muito alegre e fará muita falta no nosso dia a dia”, disse.

Situação do processo
Vitor responde por homicídio qualificado e agora aguarda o andamento da ação penal em liberdade domiciliar. O caso segue tramitando na 1ª Vara Criminal de Araguaína.

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