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Tocantins celebra o Dia Nacional do Teste do Pezinho e reforça importância do exame para prevenção de doenças em recém-nascidos

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A Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) celebra nesta sexta-feira (6) o Dia Nacional do Teste do Pezinho com ações de conscientização sobre a importância do exame, que identifica precocemente doenças graves em recém-nascidos e contribui para evitar deficiências e sequelas permanentes.

Realizado de forma simples e rápida a partir de gotas de sangue coletadas do calcanhar do bebê, o teste permite o diagnóstico precoce de enfermidades como hipotireoidismo congênito, fibrose cística, toxoplasmose, entre outras. Se alguma condição for detectada, o recém-nascido é imediatamente encaminhado para acompanhamento especializado e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com Thaís Farias, responsável pela Diretoria de Prevenção e Identificação Precoce de Deficiência da SES-TO, o exame é um dos mais relevantes realizados nos primeiros dias de vida. “Ele é capaz de identificar doenças graves que, se não diagnosticadas a tempo, podem causar sequelas irreversíveis. Investir na triagem neonatal é investir no futuro das nossas crianças”, afirmou.

A coleta é feita nas maternidades e Unidades Básicas de Saúde (UBS) habilitadas em todo o Estado e deve ocorrer entre o 2º e o 5º dia de vida, conforme orientação do Ministério da Saúde. No Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas, o procedimento é realizado a partir de 48 horas do nascimento. A enfermeira Mariana Gontijo, coordenadora do Ambulatório e Teste Rápido da unidade, explicou que os exames são enviados para processamento em Araguaína, onde está localizado o laboratório parceiro da Apae, habilitado pelo MS.

A paciente Marilene Rocha, que deu à luz aos gêmeos Ravi e Levi no HMDR no fim de maio, elogiou o atendimento recebido. “Eles fizeram o teste do pezinho, da orelhinha e do olhinho. O atendimento foi ótimo e o exame nos traz mais segurança sobre a saúde dos nossos filhos”, relatou.

Pais do Ravi e Levi, Marilene Rocha e Amadeus Ktitmowe, acompanharam eles durante a coleta de amostra no HMDR – Divulgação
O exame no Tocantins segue o padrão do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) e já inclui o rastreamento de sete doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita, conforme determina a Lei nº 14.154/2021.

Segundo dados da Apae, 14.591 testes foram realizados em 2023 pelo SUS no Tocantins. Em 2024, esse número subiu para 15.091. Somente entre janeiro e abril de 2025, já foram atendidas 5.333 crianças.

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