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Dia Mundial da Pré-eclâmpsia acende alerta sobre riscos na gravidez e importância do pré-natal no Tocantins

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No Dia Mundial de Conscientização da Pré-eclâmpsia, celebrado nesta quinta-feira (22), a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) reforça o alerta sobre os riscos da doença, uma complicação grave da gravidez caracterizada pela pressão alta e que pode colocar em risco a vida da mãe e do bebê.

O coordenador do Serviço de Medicina Fetal do Hospital e Maternidade Dona Regina (HMDR), Fábio Ruiz de Moraes, destaca que o acompanhamento no pré-natal é a principal estratégia para evitar casos graves. “O rastreio pode ser feito desde a Unidade Básica de Saúde (UBS), com solicitação de exame de ultrassom que avalia a circulação nas artérias uterinas. Isso evita que a paciente chegue ao hospital já em estado grave”, explica.

Sintomas e prevenção
Entre os principais sinais de alerta estão pressão alta, dor de cabeça, inchaço e alterações na visão. A ginecologista e diretora clínica do HMDR, Veruska Pinheiro, alerta que o diagnóstico precoce salva vidas. “Promover o conhecimento sobre a pré-eclâmpsia é garantir uma gestação segura e saudável. Informação é a melhor forma de prevenção”, afirma.

O tratamento e o acompanhamento são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Raquel Marques, presidente do Comitê Estadual da Prevenção da Mortalidade Materna, Fetal e Infantil (CEPOMFI), ações preventivas incluem a suplementação de cálcio e o uso de ácido acetilsalicílico para gestantes com maior risco.

Casos no Tocantins
No Tocantins, o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) aponta que, em 2023, foi registrado um óbito por hipertensão gestacional com proteinúria e um por eclâmpsia. Em 2024, houve dois registros por hipertensão gestacional e nenhum por eclâmpsia. Entre janeiro e maio de 2025, foi registrado um óbito por eclâmpsia e nenhum por hipertensão gestacional, indicando avanços no controle e acompanhamento das gestantes.

Relato de superação
A servidora pública Valéria Bonfim, que enfrentou a pré-eclâmpsia na primeira gestação, reforça a importância do acompanhamento. “No terceiro mês, comecei a inchar e minha pressão subiu. Fui encaminhada para o alto risco e, com o tratamento, consegui levar a gravidez até 39 semanas. Meu filho nasceu saudável”, conta.

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