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Brasil chega a 66% de crianças alfabetizadas; projeto em Palmas transforma alunos do 3º ano em autores Noite de Autógrafos envolve mais de 80 estudantes em experiência de produção autoral

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O Brasil tem avançado na alfabetização das crianças, mas garantir que todos os estudantes dominem a leitura e a escrita na idade adequada ainda é um desafio nacional. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que o percentual de estudantes alfabetizados ao final do 2º ano do Ensino Fundamental passou de 56%, em 2023, para 59,2%, em 2024, e chegou a 66% em 2025.

Pelo padrão nacional de alfabetização, uma criança alfabetizada deve ser capaz de ler palavras, frases e pequenos textos, localizar informações, realizar inferências básicas e produzir textos relacionados a situações do cotidiano. A partir do 3º ano, o desafio passa também por ampliar a autonomia na leitura e na escrita e criar oportunidades para que os estudantes desenvolvam suas próprias formas de expressão.

Em Palmas, o Centro Educacional São Francisco de Assis desenvolve a Noite de Autógrafos, projeto que envolve 84 alunos do 3º ano do Ensino Fundamental na produção de livros autorais. Cada estudante terá a oportunidade de transformar suas ideias, experiências e percepções em uma obra própria, assumindo o papel de autor ao longo do processo.

A produção dos livros acontece em parceria com o Laboratório de Inteligência de Vida (LIV), por meio do projeto Meu Mundo. Durante o percurso, os estudantes são estimulados a registrar experiências, emoções, ideias e maneiras particulares de enxergar o mundo, articulando escrita, criatividade e expressão pessoal.

A iniciativa integra escrita criativa, desenvolvimento socioemocional e diferentes linguagens, além de dialogar com competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A proposta estimula aspectos como criatividade, empatia, pensamento crítico, autonomia, colaboração e construção da identidade.

Para a coordenadora do projeto, Shuany Rocha, a proposta valoriza a criança como protagonista do próprio processo de aprendizagem. “Quando o aluno escreve sobre o seu mundo, ele também organiza sentimentos, cria sentidos para suas experiências e percebe que sua voz tem valor. O livro é o resultado concreto desse percurso, mas o mais importante é o processo vivido por cada criança”, destaca.

A culminância da Noite de Autógrafos está prevista para reunir estudantes, familiares, professores e integrantes da comunidade escolar em um momento de celebração das produções autorais e de passagem dos alunos do 3º para o 4º ano. A expectativa é de participação de cerca de 350 pessoas.

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