Palmas
ECO NEWS – Coluna “Ela em Foco” Liberdade Econômica e Psicológica: fundamentais no combate à violência contra a mulher
A violência contra a mulher continua sendo uma das maiores feridas sociais do nosso tempo. Muitas vezes silenciosa, começa no controle, na humilhação, na manipulação emocional e na tentativa de anular a identidade feminina, podendo evoluir para agressões físicas e até o feminicídio.
Apesar dos avanços das leis e das ações de proteção, a realidade ainda é dura. Muitas mulheres permanecem em relacionamentos abusivos não porque desejam viver aquela situação, mas porque não conseguem enxergar uma saída. E dois fatores estão fortemente ligados a isso: a dependência econômica e Tc psicológica.
A violência nem sempre deixa marcas visíveis. Aos poucos, a mulher perde a autoestima, a confiança em si mesma e a capacidade de decidir. O agressor cria uma prisão emocional, fazendo com que ela acredite que não conseguirá seguir em frente sozinha.
Quando existe também dependência financeira, o medo aumenta ainda mais. Muitas mulheres não saem da relação porque não sabem como sustentar os filhos ou reconstruir a própria vida.
Por isso, combater a violência contra a mulher exige mais do que leis rígidas e punições. Exige fortalecer mulheres.
A liberdade econômica representa autonomia, dignidade e capacidade de escolha. Qualificação profissional, acesso ao crédito, empreendedorismo e geração de oportunidades são fundamentais para que a mulher possa romper ciclos de violência e recomeçar.
Mas a liberdade econômica, sozinha, não basta.
Também é necessário fortalecer a liberdade psicológica. Uma mulher emocionalmente fortalecida reconhece sinais de abuso mais cedo, estabelece limites mais saudáveis e encontra coragem para buscar ajuda.
Precisamos investir em educação emocional, saúde mental, proteção social e oportunidades reais para as mulheres.
A violência contra a mulher não será vencida apenas nos tribunais ou delegacias. Ela será vencida quando tivermos mulheres mais livres, emocionalmente fortalecidas e economicamente independentes.
Liberdade econômica e psicológica não são privilégios. São instrumentos de proteção, dignidade e transformação social.
Nilmar Ruiz
Professora, foi Secretária da Educação, Prefeita de Palmas e Deputada Federal
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