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Mesmo com queda nos casos, Tocantins mantém alerta e intensifica ações contra a dengue; saiba mais
O Governo do Tocantins intensificou suas ações de combate à dengue, destacando a importância da participação ativa da população no enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti. O alerta se deu em razão do Dia Nacional de Combate à Dengue, celebrado em 22 de novembro, conforme estabelecido pela Lei nº 12.235/2010.
As ações visam eliminar os criadouros do vetor, especialmente com a chegada do período chuvoso, quando aumenta a incidência de água parada – ambiente propício à reprodução do mosquito. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), medidas simples e rotineiras, como esvaziar garrafas, limpar calhas, colocar areia nos pratos de plantas e manter caixas-d’água bem vedadas, são fundamentais para o controle da doença.
“O combate à dengue começa dentro de casa”, ressaltou o secretário estadual da Saúde, Vânio Rodrigues. “Verificar quintais e eliminar focos é uma atitude que protege a própria família e toda a comunidade”, completou.
A gerente de Vigilância das Arboviroses da SES-TO, Christiane Bueno, enfatizou a importância do engajamento coletivo. “A ideia é que todos se mobilizem e juntem forças para eliminar o maior número possível de focos do mosquito”, afirmou. Ela reforçou que, além das áreas privadas, é essencial cuidar de espaços públicos e terrenos baldios.
Apesar da queda de 26,1% nos casos de dengue em 2025 em comparação com 2024 – com 3.111 casos confirmados em 139 municípios –, a SES-TO e o Ministério da Saúde alertam que a prevenção deve continuar. O estado também confirmou dois óbitos e investiga outros dois relacionados à doença.
Outras arboviroses também estão sob vigilância. A chikungunya teve 542 casos confirmados em 2025 (queda de 28,1%), enquanto os casos de Zika apresentaram um aumento de 54,2%, totalizando 74 registros.
No início do mês, o Tocantins participou do Dia D de Mobilização Nacional contra a Dengue, com mutirões, visitas domiciliares e ações educativas. Christiane Bueno destacou que o trabalho é contínuo e não se limita às datas comemorativas.
A jornalista Raquel Oliveira, que teve dengue, relatou sua experiência como um alerta. “Foi uma das piores doenças que já tive. Hoje sou muito mais rigorosa. Qualquer recipiente que acumule água eu elimino imediatamente”, contou.
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