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AGORA: Servidores alvos da operação da PF hoje são excluídos dos cargos por Laurez Moreira; veja quem são

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No mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou uma nova etapa das investigações ligadas à Operação Fames-19, o governador em exercício Laurez Moreira (PSD) determinou o desligamento de dois servidores que tiveram seus nomes citados no relatório policial. As decisões, publicadas no Diário Oficial desta quarta-feira (12), atingem Álan Rickson Andrade de Araújo e Antoniel Pereira do Nascimento, ambos apontados pela PF como peças relevantes dentro do núcleo administrativo investigado por possíveis ações de obstrução das apurações.

A exoneração de Álan Rickson, que ocupava o cargo de Assessor de Estruturação de Parcerias e Concessões da Secretaria de Parcerias e Investimentos, e a dispensa de Antoniel, servidor efetivo do município de Palmas cedido à Secretaria Executiva da Governadoria, ocorreram no mesmo dia da ofensiva policial. Segundo documentos que embasam a operação, os dois teriam atuado em ambientes ligados ao grupo político do governador afastado Wanderlei Barbosa e aparecem em situações consideradas estratégicas para o avanço das suspeitas.

Antoniel: servidor cedido ao Estado e citado por incompatibilidade patrimonial
Antoniel Pereira do Nascimento é citado pelos investigadores como uma das pessoas utilizadas para encobrir patrimônio e movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos que recebia como servidor público. Diversos veículos de alto valor apareciam vinculados ao seu nome, o que chamou atenção da Polícia Federal pela aparente discrepância patrimonial.

O relatório também aponta que Antoniel frequentava locais associados ao núcleo familiar e político do governador afastado, reforçando a suspeita de que ele atuava como interposto em movimentações de interesse dos investigados.

Rickson: assessor estratégico e próximo de investigado central
Álan Rickson Andrade de Araújo é descrito pela Polícia Federal como pessoa de confiança de um dos principais investigados da operação. Conforme o relatório, ele realizou viagens frequentes ao lado de Thomas Jefferson — ex-secretário de Parcerias e Investimentos — utilizando aeronaves custeadas pelo Estado do Tocantins.

A PF destaca que a proximidade permitiu que Rickson tivesse acesso a informações sensíveis ligadas ao planejamento de diligências, o que pode ter contribuído para a frustração de etapas anteriores das investigações. Além disso, fotos anexadas ao relatório reforçam a convivência direta entre Rickson e investigados considerados centrais na operação.

A operação deflagrada nesta quarta-feira cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em Palmas e Santa Tereza do Tocantins. As ordens, expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), miram aliados e familiares do governador afastado, incluindo a primeira-dama, filhos, parlamentares e ex-secretários. A PF investiga suspeitas de vazamento de informações sigilosas, destruição de provas e articulações para impedir o avanço das apurações, especialmente após o casal deixar sua residência às pressas às vésperas de uma fase anterior da Fames-19.

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