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Polêmica: Deputado afirma que encerramento de contratos na Educação tem relação com articulação por impeachment de Wanderlei; Governo do Tocantins diz que medida é técnica e administrativa
A repercussão sobre o encerramento de contratos temporários na Secretaria de Estado da Educação (Seduc) do Tocantins ganhou novos desdobramentos nesta quarta-feira (5). Após a publicação de um ato no Diário Oficial do Estado, que declarou extintos os contratos de 1.127 profissionais que atuavam temporariamente na rede estadual de ensino, um deputado estadual entrou em contato com a redação do Jornal Sou de Palmas e apontou possível motivação política por trás da decisão.
O parlamentar, que preferiu não ter o nome revelado, afirmou que o ato estaria relacionado a uma articulação para coleta de assinaturas com o objetivo de abrir um processo de impeachment contra o governador afastado Wanderlei Barbosa. Segundo ele, parte dos profissionais que tiveram os contratos encerrados havia sido indicada por deputados estaduais, o que teria gerado reações nos bastidores da política tocantinense.
Os contratos foram encerrados antes do prazo final originalmente previsto, sem aviso prévio, o que gerou questionamentos entre os afetados e nas redes sociais.
Governo se posiciona e descarta motivação política
Em nota encaminhada à imprensa, a Secretaria da Educação esclareceu que a medida “tem caráter exclusivamente administrativo e visa à otimização dos recursos públicos, à transparência e à eficiência na gestão da rede estadual de ensino”.
Segundo o texto oficial, foram encerrados 1.127 contratos temporários e 14 cargos comissionados, após um “processo técnico de avaliação das necessidades reais das unidades escolares e administrativas”. A secretaria garantiu que a reestruturação “não trará impacto na oferta dos serviços educacionais nem no funcionamento das escolas”.
O secretário de Estado da Educação, Hercules Jackson, afirmou que os ajustes buscam corrigir distorções acumuladas e alinhar a estrutura da rede às reais demandas.
“Esses ajustes são feitos com base em critérios objetivos. Identificamos situações em que havia profissionais excedentes em determinados setores, sem prejuízo para o funcionamento da escola”, declarou o secretário.
A Seduc estima uma economia mensal de cerca de R$ 2,7 milhões com a medida. Os recursos, segundo o governo, serão destinados a ações consideradas prioritárias, como manutenção das escolas, formação de professores e investimentos pedagógicos.
“Toda decisão é tomada de forma técnica e transparente, sem qualquer motivação pessoal ou política. O que nos guia é o compromisso com a boa gestão e com a melhoria dos serviços prestados à população tocantinense”, finalizou Hercules Jackson.
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