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Polícia Federal deflagra Operação Rota Khalifa e mira bens de até R$ 300 milhões ligados ao tráfico internacional com atuação no Tocantins

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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (21) a Operação Rota Khalifa, voltada para identificar e apreender bens e valores provenientes do tráfico internacional de drogas. A ação é um desdobramento da Operação Rota Caipira, deflagrada em abril de 2023, que desarticulou uma organização criminosa com ramificações no Pará, Tocantins e Maranhão.

Na época, um dos principais integrantes do grupo foi preso ao retornar de uma viagem a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Estrangulamento financeiro da quadrilha
As investigações atuais miram o patrimônio adquirido com os lucros do tráfico. Segundo a PF, a organização criminosa movimentou cerca de R$ 1,6 bilhão e utilizava propriedades rurais, veículos e outros bens para ocultar e dissimular valores ilícitos.

Nesta fase, estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão, além de ordens de sequestro de bens e bloqueio de valores, expedidos pela 1ª Vara Criminal da Justiça Federal em Araguaína (TO). A apreensão pode chegar a R$ 300 milhões em propriedades e ativos.

As medidas são executadas nos municípios de São Félix (PA), Goiânia (GO), Aparecida de Goiânia (GO), Santo Antônio de Goiás (GO) e Brejo de Madre de Deus (PE).

Origem do nome
O nome da operação faz referência ao Burj Khalifa, edifício mais alto do mundo localizado em Dubai, em alusão ao fato de um dos investigados ter sido preso no Brasil após retornar justamente de uma viagem àquele destino.

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