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REDD+ no Tocantins promove participação indígena e transparência com escutas nas aldeias da maior ilha fluvial do mundo

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Com o objetivo de ampliar a participação indígena e fortalecer estratégias de conservação ambiental, o Governo do Tocantins está promovendo oficinas participativas e escutas qualificadas em cinco aldeias da Ilha do Bananal no âmbito do Programa Jurisdicional de REDD+ (JREDD+). As ações ocorrem entre os dias 21 e 29 de julho e contam com o envolvimento de equipes técnicas, gestores estaduais, lideranças indígenas, tradutores e articuladores locais.

As atividades são coordenadas pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), com apoio da Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). As aldeias envolvidas são Macaúba, Werreria, Itxéó, Santa Isabel e Fontoura, localizadas na maior ilha fluvial do mundo, entre os rios Araguaia e Javaé.

Durante os encontros, são discutidos temas como a repartição de benefícios, mecanismos de monitoramento, implementação do programa, governança e salvaguardas dos direitos dos povos originários. A metodologia segue os princípios da Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI), conforme prevê a Instrução Normativa nº 1/2025, e busca garantir transparência e diálogo efetivo com as comunidades tradicionais.

A etapa final está marcada para o dia 31 de julho na aldeia Santa Isabel, onde será realizada uma rodada de consolidação das informações debatidas e escolhidos quatro representantes das aldeias para participarem da audiência pública do programa, prevista para ocorrer em Palmas.

Para o Governo do Tocantins, a ação é parte do esforço para construir políticas públicas que promovam a justiça climática e o desenvolvimento sustentável, com respeito aos modos de vida tradicionais e à biodiversidade do Cerrado e da Amazônia.

A Ilha do Bananal é considerada um território estratégico pela sua biodiversidade e riqueza sociocultural. Com aproximadamente 20 mil km², abriga o Parque Nacional do Araguaia e outras áreas protegidas, sendo lar de diferentes etnias indígenas e comunidades tradicionais.

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