Palmas

Sérgio Marques, o Soró, é exonerado sem aviso — silêncio e competência marcam sua saída

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Sérgio Marques, o Soró, não é daqueles nomes que passam despercebidos na política local. Discreto, habilidoso no diálogo e eficiente na gestão, ele foi exonerado do comando da Secretaria de Governo de Palmas, conforme ato publicado no Diário Oficial desta terça-feira (16). A surpresa não foi apenas para quem acompanha os bastidores: o próprio Soró não foi avisado e descobriu a exoneração pela publicação oficial.

Soró preferiu não se pronunciar, mas limitou-se a um comentário que diz muito em poucas palavras: “O silêncio e o tempo respondem tudo isso.” Nenhum substituto foi nomeado até o momento — sinal de que, mais do que uma simples troca de peças, a saída expõe uma lacuna difícil de preencher.

Soró era um dos poucos consensos em torno da gestão Eduardo Siqueira Campos. Tinha apoio irrestrito de vereadores, lideranças políticas de diferentes grupos e respeito dentro das instituições. Recentemente, mesmo após o afastamento do prefeito, foi publicamente defendido na Câmara de Palmas, numa demonstração de que seu trabalho ia muito além de cargos e conjunturas políticas.

Quem o conhece sabe: Soró é o tipo de gestor que alia técnica, trato humano e uma habilidade rara de transitar por diferentes correntes políticas sem fechar portas. Perde a Prefeitura, perde a cidade — porque profissionais assim não se encontra tão fácil.

Agora, o tempo vai responder se a decisão de tirá-lo da gestão interina foi apenas uma mudança burocrática ou o início de uma instabilidade maior. Por ora, fica o silêncio dele — e a certeza de que, nesse caso, é o silêncio de quem sai de cabeça erguida.

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