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Tocantins reforça protocolo ‘Não é Não’ em praias e eventos para combater violência contra mulheres
Com a aproximação da temporada de praias no Tocantins, o Ministério Público do Tocantins (MPTO) tem reforçado sua atuação para prevenir e combater a violência contra mulheres em espaços de lazer e eventos públicos. Entre as medidas em destaque está a implementação do protocolo “Não é Não”, voltado à proteção feminina em ambientes como bares, festas e praias.
Durante uma capacitação promovida recentemente, a promotora de Justiça Cynthia Assis de Paula, que coordena o Centro de Apoio Operacional do Consumidor, da Cidadania, dos Direitos Humanos e da Mulher (Caoccid) e o Núcleo de Atendimento às Vítimas de Crimes (Navit), destacou que momentos de lazer também podem coincidir com aumento nos registros de violência de gênero. “O protocolo ‘Não é Não’ é uma resposta direta e assertiva que busca garantir ambientes seguros e acolhedores para todas as mulheres”, afirmou.
A atuação do MPTO combina ações de fiscalização, capacitação e acolhimento, além de campanhas de conscientização e monitoramento da aplicação das leis. A promotora reforçou que o órgão está atento a denúncias e disposto a cobrar providências. “É fundamental que as mulheres saibam que não estão sozinhas. Toda manifestação de desconforto ou violência deve ser levada a sério e tratada com a firmeza que o tema exige”, completou.
O que é o protocolo “Não é Não”
Criado pela Lei Federal nº 14.786/2023 e respaldado por legislações estaduais no Tocantins (Leis nº 4.055/2022 e nº 3.709/2020), o protocolo determina a adoção de medidas protetivas em casos de assédio, violência ou qualquer tipo de insistência após manifestação de recusa por parte da mulher. A norma orienta estabelecimentos e organizadores de eventos a treinarem equipes para identificar sinais de constrangimento, oferecer apoio imediato às vítimas e garantir um ambiente mais seguro.
Atuação prática do MPTO
O Ministério Público do Tocantins atua em diferentes frentes para garantir a aplicação das normas de proteção à mulher:
Fiscalização de estabelecimentos e eventos quanto ao cumprimento das leis que resguardam a integridade das mulheres.
Capacitação de servidores e agentes parceiros para acolhimento e encaminhamento de vítimas.
Campanhas de conscientização em espaços públicos e festas populares.
Atendimento psicossocial especializado oferecido pelo Navit.
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