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Um terço dos brasileiros sofre com insônia e pesquisas apontam impacto do calor e das desigualdades sociais; problema atinge mais mulheres e classes populares

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Cerca de um terço da população adulta mundial sofre algum nível de insônia, e a situação se repete no Brasil. Segundo pesquisa Datafolha de setembro de 2024, 30% das pessoas com mais de 16 anos relataram dificuldades frequentes para dormir, manter o sono ou até dormir em excesso.

O levantamento aponta que fatores como gênero e renda têm impacto direto na qualidade do sono. Entre as mulheres, 35% declararam sofrer com insônia, enquanto entre os homens o índice foi de 26%. Já nas classes D e E, 37% dos entrevistados relataram problemas, contra 29% na classe C e 25% nas classes A e B.

O impacto do calor nas noites mal dormidas
Outro fator decisivo é o desconforto térmico. Estudos mostram que ondas de calor, mesmo que curtas, podem reduzir em mais de uma hora a duração do sono por noite. Isso ocorre porque o resfriamento natural do corpo, essencial para iniciar e manter o sono, é prejudicado.

Especialistas recomendam ambientes frescos, escuros e silenciosos como condições ideais para dormir.

Hábitos que ajudam a dormir melhor
Práticas simples podem contribuir para melhorar o descanso:

Atividade física: estudos apontam que 30 minutos diários de exercício aumentam, em média, em 15 minutos a duração do sono. O movimento também ajuda na produção de melatonina, hormônio que regula os ciclos de sono, e reduz o estresse. Caminhada, dança, hidroginástica e natação estão entre as atividades recomendadas.

Evitar cafeína à noite: metade da cafeína do café permanece no organismo por até oito horas. Pesquisadores sugerem evitar café, chá preto ou chá verde cerca de nove horas antes de dormir.

Menos telas: pesquisa realizada em 2022, com 45 mil jovens noruegueses, mostrou que usar telas por uma hora na cama aumenta em 59% o risco de insônia e reduz em média 24 minutos de sono. Diminuir o brilho do celular ou substituir o uso por leitura antes de dormir pode ajudar.

Respiração profunda: técnicas de controle respiratório, como o método “4-7-8” – inspirar em quatro segundos, segurar a respiração por sete e expirar em oito – são usadas para reduzir ansiedade e facilitar o adormecimento. Embora não haja comprovação de efeito direto como “tranquilizante natural”, estudos indicam melhora em frequência cardíaca e pressão arterial.

O que está em jogo
Especialistas destacam que dormir mal não é apenas desconfortável, mas um risco à saúde. No curto prazo, prejudica o desempenho cognitivo e físico; no longo, pode estar ligado a doenças como diabetes, hipertensão, ansiedade e depressão.

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