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Policiais penais do Tocantins endurecem protesto e anunciam medidas; ”plantões extras e visitas íntimas estão suspensas”

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A luta dos policiais penais do Tocantins por melhores condições de trabalho e reconhecimento institucional entrou em uma nova fase. Após uma assembleia geral realizada nesta quinta-feira (13), o Sindicato dos Policiais Penais do Estado do Tocantins (Sindippen-TO) anunciou uma série de medidas de pressão para cobrar do governo estadual a aprovação do estatuto próprio da categoria, a criação da Lei Orgânica da corporação e a instituição de uma secretaria exclusiva.

Medidas entram em vigor imediatamente
Segundo nota divulgada pelo sindicato, os policiais penais iniciarão novas formas de protesto a partir desta sexta-feira, com mudanças na rotina das unidades prisionais. As decisões incluem:

Suspensão dos plantões extras: Nenhum policial penal realizará plantões voluntários nos dias de folga.
Proibição da atuação de auxiliares administrativos na segurança: O sindicato pressionará o governo para retirar servidores contratados de funções de carceragem e segurança.
Corte da visitação íntima: As unidades prisionais não permitirão visitas íntimas aos detentos.
Proibição da entrada de cigarros e derivados do tabaco: O acesso a esses produtos será barrado nas unidades prisionais.
Uso de calça jeans e tênis no trabalho: Como forma de protesto, os policiais penais deixarão de utilizar o uniforme oficial, alegando que o Estado não fornece fardamento adequado para a categoria.

Paralisação e entrega de cargos estão no radar
Além das medidas imediatas, a categoria avalia entregar cargos de chefia e promover uma paralisação, chamada de “Dia D”, cuja data ainda será definida estrategicamente.

Mobilização ganha força após promessa não cumprida
Desde fevereiro, os policiais penais cobram do governo a criação de um estatuto próprio e uma secretaria exclusiva para a corporação. Após protestos em frente ao Palácio Araguaia, o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) chegou a anunciar a abertura de uma mesa de negociação, mas a categoria considera que não houve avanços concretos, motivo pelo qual decidiu intensificar as mobilizações.

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